segunda-feira, 31 de agosto de 2009

retribuindo o carinho da Iza... com amor...

Já devia, há muitos dias, ter retribuido o carinho da Iza,
que me presenteou comesse selo tão lindo...
adoro lilás!!! rsrs...
(as paredes do meu quarto estão pintadas de lilás, Iza!!! de tanto que eu gosto!!!)
Obrigada, minha amiga linda, de alma sitonizada...
sei que sabes muito de mim e que entendes
que se meu agradecimento não foi imediato, deveu-se
a alguma eventualidade mas não ao esquecimento!
"AMO" você... e você sabe o quanto!!!

Como regras, perguntas a serem respondidas.
1. Quando recebe comentários o que sente?
sinto-me feliz por saber que alguém compartilhou do meu sentimento,
compreeendeu as minhas palavras, talvez tenha dado novo sentido a elas... gosto muito...

2. Você responde os comentários individualmente
ou costuma responder de maneira geral?
depende da intensidade do meu momento, de como anda o corre-corre dos meus dias.
as vezes não me manifesto imediatamente, mas aguardo um mometno apropriado.
costumo retribuir com carinho, com palavras ou com a minha atenção redobrada.
agradeço individualmente quando se trata de algo que me toca intinamente, e os raros
anônimos faço desta maneira também e diretamente no simplesmente, rô...
procuro nao somente agradecer mas dar a mesma ou maior atenção que me foi concedida.

3. Costuma visitar os Blogs que te visitam?
sim, visito com muita frequencia, os que me vistam e os que não me visitam também...

4. Se tivesse que escolher um(a) único(a) blogueiro(a) para
descrever o exemplo de atenção com os amigos(as), quem seria?
um só seria injusto... tenho dois exemplos dedicadíssimos de atenção
pela minha pessoa e pelo meu blog, que é um pedaço de mim...
a Izabel e a Helinha...
São duas pessoas angelicais que o mundo virtual aproximou da minha vida,
mas é tão intensa a nossa amizade que posso assegurar: independentemente da virtualidade,
mais dia ou menos dias, nossos caminhos iriam se encontrar.

5. Todos os(as) blogueiros(as) conheceu pela Internet
ou conheceu algum(a) pessoalmente?
alguns conheço pessoalmente: o Dani e o Redin, por exemplo.

domingo, 30 de agosto de 2009

True Colors


You with the sad eyes
Don't be discouraged
Oh I realize
It's hard to take courage
In a world full of people
You can lose sight of it all
And the darkness inside you
Can make you feel so small
But I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow
Show me a smile then,
Don't be unhappy, can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there
And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow
I can't remember
When I last saw you laughing
If this world makes you crazy
And you've taken all you can bear
You call me up
Because you know I'll be there
And I see your true colors
Shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors, true colors
True colors are shining through
I see your true colors
And that's why I love you
So don't be afraid to let them show
Your true colors
True colors are beautiful,
Like a rainbow..."

sábado, 29 de agosto de 2009

Fogo, Mulheres e Fadas...


"Fogo de vela,
Fogo de corpo,
Fogo de fada,
Fogo de mulher.
Sim, porque toda fada é mulher
e toda mulher é fada.
...fogo...
recanto de mulheres e fadas..."

Piece Of My Heart

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Martha Medeiros

Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor... Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente..? Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada... Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor... Decidi ser uma mulher mais feliz, afinal, quando você é feliz com você mesma, você não põe toda a sua felicidade nos outros e tudo fica mais leve. Pra isso, larguei de vez tudo o que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar... e nada aconteceu. Mas eu sou taurina... Eu não desisto fácil assim... e então resolvi que eu tinha que ser uma super ultra mulher... Foi então que... exclusivamente em minha companhia... controlando meu pânico em estar sozinha... me tornando mais culta... tchân, tchân, tchân, tchân... aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei... astrologia, história, aprendi a nadar, me apaixonei... comprei roupas... como última cartada para ser a melhor mulher do planeta... chamei amigos... servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim... Resultado disso tudo: silêncio absoluto. O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz... mais bonita... mais mulher... Até que algo sensacional aconteceu. Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher demais... Para quem mesmo?
(adaptei! ahahahahaha...)

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Afora...


"...nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho."

(Maiakóvski)

terça-feira, 25 de agosto de 2009

duas dúzias de coisinhas à-toa que deixam a gente feliz

Passarinho na janela,
pijama de flanela,
brigadeiro na panela.
.

Gato andando no telhado,
cheirinho de mato molhado,
disco antigo sem chiado.

Pão quentinho de manhã,
dropes de hortelã,
grito de Tarzan.


Tirar a sorte no osso,
jogar pedrinha no poço,
um cachecol no pescoço.





Papagaio que conversa,
pisar em tapete persa,
eu te amo e vice-versa.

.
Vaga-lume aceso na mão,
dias quentes de verão,
descer pelo corrimão.



Almoço de domingo,
revoada de flamingo,
herói que fuma cachimbo.

.
.
Anãozinho de jardim,
lacinho de cetim,
terminar o livro assim...
(Otávio Roth)

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

domingo, 23 de agosto de 2009

Pequena Miss Sunshine..

Como Isso Termina

How It Ends

Como isso termina



Hold your grandmother's Bible to your breast.Aperte a Bíblia de sua avó contra o seu peito
Gonna put it to the test. Colocará ela a prova
You want it to be blessed. Você quer que ela seja abençoada
And in your heart, E em seu coração,
You know it to be true, Você sabe que para que isso seja verdade
You know what you gotta do. Você sabe o que você deve fazer
They all depend on you. Eles todos dependem de você
And you already know. E você já sabe
Yeah, you already know how this will end. É, você já sabe como isso terminará


There is no escape,Não há escapatória
From the slave-catchers' songs. Das canções dos capturadores de escravos
For all of the loved ones gone. Por todos as pessoas amadas que se foram
Forever's not so long. Para sempre não é tão longo
And in your soul, E em sua alma,
They poked a million holes. Eles remexeram um milhão de buracos
But you never lettem show. Mas você nunca deixou que eles mostrassem
C'mon it's time to go. Vamos é o momento de partir


AndE
You Você
Already know. Já sabe
Yeah, you already know É, você já sabe
How this will end. Como isso terminará


Now you've seen his face.Agora você viu o rosto dele
And you know that there's a place, E você sabe que existe um lugar
In the sun, Ao Sol,
For all that you've done, Para tudo o que você fez
For you and your children. Para você e suas crianças
No longer shall you need. Você nunca precisará
You always wanted to believe, Você sempre quis acreditar
Just ask and you'll receive, Apenas peça e você receberá
Beyond your wildest dreams... Além dos seus sonhos mais selvagens...

sábado, 22 de agosto de 2009

tatto de amigo de nobres princípos - foto roubada! ;)

Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
(Pablo Neruda)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A Ferro E Fogo



Se entre nós dois
É tudo assim a ferro e fogo
Se quando eu erro você julga que é um jogo
Então, por que
Que a gente ainda tá junto?

Se, às vezes, quando você fala, eu ignoro
Se pra você não muda nada quando eu choro
Então, por que
Que a gente ainda tá junto?

Se quando eu peço você ouve uma cobrança
Se eu não mereço mais a sua confiança
Se já não somos aliados,
Qual o sentido dessa aliança?

Se já não pode mais ser o que foi um dia
E o silêncio é pra não tocar no assunto
Será que isso é amor ou teimosia?
Será ? por que será
Que a gente ainda tá junto?
(Angela Brandão / André De Moraes)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Samba em Prelúdio

Eu, sem você,
não tenho porque
porque, sem você,
não sei nem chorar
Sou chama sem luz,
jardim sem luar
luar sem amor,
amor sem se dar

E eu, sem você, sou só desamor
um barco sem mar, um campo sem flor
Tristeza que vai, tristeza que vem
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém

Ah, que saudade, que vontade
de ver renascer nossa vida
Volta, querido

Os meus braços precisam dos teus
Teus abraços precisam dos meus
Estou tão sozinha,

tenho os olhos cansados
de olhar para o além

Vem ver a vida
Sem você, meu amor,
eu não sou ninguém.
(Vinicius de Moraes)

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Resumo

"Meu mundo se resume
a palavras que me perfuram,
a canções que me comovem,
a paixões que já nem lembro,
a perguntas sem respostas,
a respostas que não me servem,
à constante perseguição do que ainda não sei.
Meu mundo se resume ao encontro
do que é terra e fogo dentro de mim,
onde não me enxergo, mas me sinto"
(Maiakovski)

ps.: Li ontem à noite, numa postagem de uma amiga querida, e me marcou profudamente...

Charlie Brown e a Garotinha Ruiva... novamente...

"...dois dos vídeos mais bacanas de Snoopy. Um deles mostra uma cena que jamais aconteceu nos quadrinhos desenhados por Charles Schulz: o dia em que Charlie Brown beijou a garotinha ruiva. O outro... flagra um momento em que Minduim, segundo seu amigo Linus, faz papel de bobo por causa da sua musa. Que puxa! Quem, na condição de apaixonado, nunca vestiu essa carapuça?

De todas as criações de Charles M. Schulz, nenhuma me foi tão marcante quanto a garotinha ruiva, símbolo-mor de todos os amores idílicos e nunca concretizados.

Pobre Charlie Brown. Todos nós sentimos compaixão por ele, porque ele simboliza todas as nossas frustrações, inseguranças e fracassos na vida.

O que dizer de alguém que não recebeu um cartão sequer no Dia dos Namorados, jamais conseguiu fazer voar uma pipa porque todas enganchavam em alguma árvore, nunca ganhou um jogo de beisebol (e nem conmseguia chutar as bolas seguradas pela Lucy) e, principalmente, jamais teve coragem para falar com a garotinha ruiva e confessar o seu amor?

Questiona Charlie em uma das tiras dos Peanuts: "mas o amor não existe para fazer a gente feliz?" Nem sempre, Minduim, nem sempre. Que o digam as angústias caladas, os sentimentos represados, as inseguranças que atormentam uma pessoa enredada pelo vórtice da paixão. Tal como na Quadrilha de Drummond, os personagens de Schulz sofrem com amores não-correspondidos. Sally ama Linus que ama sua professora; Lucy ama Schroeder que ama Beethoven; Patty Pimentinha ama Charlie Brown que ama a garotinha ruiva. E, assim como Linus aguarda em vão pela chegada da Grande Abóbora(nos mesmos moldes da espera de Estragon e Wladimir por Godot), a turma do Snoopy ama infrutiferamente. Nós, que somos leitores e espectadores voyeurs da obra de Schulz, rimos com suas histórias. E, no entanto, esse sorriso é banhado por melancolia, porque todos nós já tivemos um momento Charlie Brown em algum instante de nossas vidas.Snoopy, tentando fazer (sem sucesso) seu dono esquecer da garotinha ruiva.

Quem acompanhou as histórias de Snoopy e sua turma através dos desenhos exibidos na Tv pode questionar: ué, mas Charlie não chegou a beijar a garotinha ruiva uma vez? Sim: foi no especial para a TV "It's Your First Kiss, Charlie Brown", produzido em 1977. Contudo, vale a pena ressaltar que ela jamais foi mostrada em uma tira sequer (a não ser por meio de menções feitas por outros personagens), e que sua aparição no desenho animado foi realizada à revelia de Schulz. A propósito, os produtores do programa deram até mesmo um nome para a garotinha ruiva: Heather.

Para os puristas, essa aparição é apócrifa e completamente oposta ao espírito original da personagem. Afinal de contas, como nomear ou dar face ao Mistério? Porque a garotinha ruiva nada mais é do que a metáfora daquele amor idílico que perseguimos na juventude: aquele amor que jamais terá rugas ou saldo negativo no banco... e que permanecerá para sempre... perfeito em nossos sonhos platônicos.

P.S. 1: "Snoopy, Eu te Amo - O Amor em Forma de Tirinhas Apaixonadas" é uma antologia das tiras sobre o amor (e suas incertezas) de Charles Schulz, artista que, de 1950 a 2000, criou cerca de 17 mil tiras, todas elas escritas, desenhadas e arte-finalizadas por ele mesmo. A propósito, vale a pena transcrever uma declaração que Schulz fez sobre o tema do livro: "There's something funny about unrequited love - I suppose it's because we can all identify with it. We've all been turned down by someone we love, and it's probably the most bitter blow in life".

(trechos, por Alexandre Inagaki)

Come As You Are...



"Memory... Memory... Memory..."

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Morte e Vida...

"...E não há melhor resposta
que o espetáculo da vida:
vê-la desfiar seu fio,
que também se chama vida,
ver a fábrica que ela mesma,
teimosamente, se fabrica,
vê-la brotar como há pouco
em nova vida explodida;
mesmo quando é assim pequena
a explosão, como a ocorrida;
mesmo quando é uma explosão
como a de há pouco, franzina;
mesmo quando é a explosão
de uma vida severina."

(João Cabral de Melo Neto)



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Desejo

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga “Isso é meu”,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar.
(Victor Hugo – França – *1802 +1885)

domingo, 16 de agosto de 2009

Wave

Composição : Tom Jobim e Toquinho

Vou te contar
Os olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho...

O resto é mar
É tudo que não sei contar
São coisas lindas que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho à brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho...

Da primeira vez era a cidade
Da segunda o cais e a eternidade...

Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver...


Sinto uma enorme satisfação ao fazer novas amizades...

dedicadas.. e dedico "igualmente" a elas (e eles)

que tem seus significados na minha vida, certamente...

bjos no coração...


sábado, 15 de agosto de 2009

Acredita em Anjo?

Anjo
Composição: Saulo Fernandes e Leonardo Reis

Acredita em anjo?
Pois é, sou o seu
Soube que anda triste
Que sente falta de alguém
Que não quer amar ninguém
Por isso estou aqui
Vim cuidar de você
Te proteger, te fazer sorrir
Te entender, te ouvir
E quando tiver cansada
Cantar pra você dormir
Te colocar sobre as minhas asas
Te apresentar as estrelas do meu céu
Passar em Saturno e roubar o seu mais lindo anel
Vou secar qualquer lágrima
Que ousar cair
Vou desviar todo mal do seu pensamento
estar contigo a todo momento
Sem que você me veja
Vou fazer tudo que você deseja
Mas, de repente você me beija
O coração dispara
E a consciência sente dor
E eu descubro que além de anjo
Eu posso ser seu amor.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Canção Latina

No final do século XIX, através da península de Yacatán, chegou ao México um ritmo de dança chamado habanera e com ele a canção "La Paloma". A partir desta canção se desenvolveria a dança mexicana de cadência inconfundível e dela foi fácil passar ao ritmo de bolero.

Cuando sali de la Habana, valgame Dios!
nadie me ha visto salir si no fui yo
y una linda Guachinanga alla voy yo
que se vino tras de mi que si señor
si a tu ventana llega una paloma
tratala con cariño que es mi persona
cuentale tus amores bien de mi vida
coronala de flores que es cosa mia
ay! chinita que si, ay! que dame tu amor
ay! que vente conmigo chinita
adonde vivo yo...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Adorei essas rimas! rsrs...


"Eu nasci pra ser bruta
E isso vocês verão..
Chicote não me doma,
Muito menos um bridão!
Meu coração é verdadeiro,
Só entra quem for dos bão!
Porque sou indomável,
De
Sangue e de Coração!"

Soneto Do Teu Corpo

Juro beijar teu corpo sem descanso
Como quem sai sem rumo prá viagem.
Vou te cruzar sem mapa nem bagagem,
Quero inventar a estrada enquanto avanço.

Beijo teus pés, me perco entre teus dedos.
Luzes ao norte, pernas são estradas

Onde meus lábios correm a madrugada
Pra de manhã chegar aos teus segredos.

Como em teus bosques. bebo nos teus rios.
Entre teus montes, vales escondidos.
Faço fogueiras, choro, canto e danço.

Línguas de lua varrem tua nuca.
Línguas de sol percorrem tuas ruas.
Juro beijar teu corpo sem descanso.

Composição: Leoni/Moska

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Everyday People...



"Às vezes eu estou certo e posso estar errado
As minhas próprias crenças são na minha canção
O açougueiro, o banqueiro, o baterista e então
Não faz diferença que estou no grupo...
Há um azul que não pode aceitar a um verde
Para viver com um gordo tentando ser um magro
E apoplexias diferentes para pessoas diferentes
e assim por diante...
Nós temos que viver juntos
Não sou melhor e nem é você
Nós somos os mesmos que fazemos
Você me ama, você me odeia e depois você me conhece...
Existe um cabeludo que não gosta do cabelo curto
Que por ser tão rico não vai ajudar os pobres...
Existe um amarelo que não irá aceitar um negro
Não vai aceitar o vermelho que não vai aceitar um branco
E apoplexias diferentes para pessoas diferentes
e assim por diante..."
(Sly & The Family Stone)

Preciosa Arte

Tu, preciosa arte, em quantas horas sombrias,
quando cerrado pelo círculo pesado da vida,
acendeu em meu coração um cálido amor
e me conduziu a um mundo melhor!

Um suspiro vindo de tua harpa,
num doce e celestial acorde,
abriu novos céus para mim,
Eu te agradeço por isso, preciosa arte!
("An Die Musik", Franz Peter Schubert)

Estrelas

"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém...
Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos fcarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir! "(A.de Saint Exupéry)

Teus olhos entristecem

"Teus olhos entristecem
Nem ouves o que digo.
Dormem, sonham, esquecem...
Não me ouves, e prossigo.
Digo o que já, de triste,
Te disse tanta vez...
Creio que nunca o ouviste
De tão tua que és.
Olhas-me de repente
De um distante impreciso
Com um olhar ausente.
Começas um sorriso.
Continuo a falar.
Continuas ouvindo
O que estás a pensar,
Já quase não sorrindo.
Até que neste ocioso
Sumir da tarde fútil,
Se esfolha silencioso
O teu sorriso inútil. "
(Fernando Pessoa)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Camões... despojado!

"Da alma e de quanto tiver
Quero que me despojeis,
Contando que me deixeis
Os olhos para vos ver."
.
.

"Mas, conquanto não pode haver desgosto
Onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal, que mata e não se vê;
Que dias há que na alma me tem posto
Um não sei quê, que nasce não sei onde,
Vem não sei como, e dói não sei porquê".

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Mais "Desassossego"...

"Há momentos em que tudo cansa, até o que nos repousaria. O que nos cansa porque nos cansa; o que nos repousaria porque a idéia de o obter nos cansa. Há abatimentos da alma abaixo de toda a angústia e de toda a dor; creio que os não conhecem senão os que se furtam às angústias e às dores humanas, e têm diplomacia consigo mesmos para se esquivar ao próprio tédio. Reduzindo-se, assim, a seres couraçados contra o mundo, não admira que, em certa altura da sua consciência de si-mesmos, lhes pese de repente o vulto inteiro da couraça, e a vida lhes seja uma angústia às avessas, uma dor perdida.
Estou em um desses momentos, e escrevo estas linhas como quem quer ao menos saber que vive. Todo o dia, até agora, trabalhei como um sonolento, fazendo contas por processos de sonho, escrevendo ao longo do meu torpor. Todo o dia me senti pesar a vida sobre os olhos e contra as têmporas – sono nos olhos, pressão para fora nas têmporas, consciência de tudo isto no estômago, náusea e desalento.
Viver parece-me um erro metafísico da matéria, um descuido da inação. Nem olho o dia, para ver o que ele tem que me distraia de mim, e, escrevendo-o eu aqui em descrição, tape com palavras a xícara vazia do meu não me querer. Nem olho o dia, e ignoro com as costas dobradas se é sol ou falta de sol o que está lá fora na rua subjetivamente triste, na rua deserta onde está passando o som de gente. Ignoro tudo e dói-me o peito. Parei de trabalhar e não quero mexer-me daqui. Estou olhando para o mata-borrão branco sujo, que alastra, pregado aos cantos, por sobre a grande idade da secretária inclinada. Fito atentamente os rabiscos de absorção e distração que estão borrados nele. Várias vezes a minha assinatura às avessas e ao invés. Alguns números aqui e ali, assim mesmo. Uns desenhos de nada, feitos pela minha desatenção. Olho a tudo isto como um aldeão de mata-borrões, com uma atenção de quem olha novidades, com todo o cérebro inerte por detrás dos centros cerebrais que promovem a visão.
Tenho mais sono íntimo do que cabe em mim. E não quero nada, não prefiro nada, não há nada a que fugir."
(Fernando Pessoa)

...o Rico, o Pobre e o Político...






"Oh! bendito o que semeia
Livros... livros à mão cheia...
E manda o povo pensar!
O livro caindo n'alma
É gérmen - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar."
(Castro Alves)

domingo, 9 de agosto de 2009

Dia Especial - Cidadão Quem

Dia Especial
Composição: Duca Leindecker
"Se alguém já lhe deu a mão
E não pediu mais nada em troca
Pense bem, pois é um dia especial
Eu sei que não é sempre
Que a gente encontra alguém que faça bem
Que nos leve desse temporal
O amor é maior que tudo, do que todos
Até a dor se vai quando o olhar é natural
Sonhei que as pessoas eram boas em um mundo de amor
E acordei nesse mundo marginal
Mas te vejo e sinto o brilho desse olhar
Que me acalma e me traz força pra encarar tudo..."


DIA DOS PAIS!!!

Quem brindaria conosco, neste blog, o Dia dos Pais
senão essa gracinha, de exemplo de menina???


Não vou me consumir medindo palavras para homenagear meu pai porque tenho tranquilidade em assegurar que ele sabe o quanto é fundamental e base na minha vida, na minha constituição e em todos os momentos... pela sua constância de dedicação e amor imensuráveis...
Sabemos o quanto me ama e o quanto és amado por mim.
Tenho certeza de que sabes, da minha parte, porque nunca medi carinhos, demonstrações e nem jamais fraquejei em dizer o quanto te amo e o quantome dedico a ser a cada dia mais humana, íntegra e de bons princípios para que tenhas um milésimo do orgulho que sinto de você!
Agradeço nossas vidas diariamente, e especialmente a tua, por compartilharmos juntos, com confiança e união, nossas escolhas e nossos caminhos, juntos também com a mãe e o meu irmão! Amo Vocês!
BEIJOS NOS
"PEQUENOS-GRANDES" CORAÇÕES
DE TODOS OS PAIS!!!

sábado, 8 de agosto de 2009

Confissão - C. Bukowski

"Esperando pela morte como
um gato que vai pular na cama
(...)
não é minha morte que me
preocupa, é minha mulher
deixada sozinha com
este monte de coisa nenhuma.
no entanto, eu quero que
ela saiba que dormir
todas as noites ao seu lado
e mesmo as discussões mais banais
eram coisas realmente esplêndidas
e as palavras difíceis
que sempre tive medo de dizer
podem agora ser ditas:
eu te amo."
(Charles Bukowski)

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

uma menininha que não sabe o que dar de presente para o pai...

[risos]
Ando em momento de sensações, como que as coisas não estivessem dando muito certo e, ou no mínimo, não fluíndo muito bem... aquela sensação vazia de "universo conspirando contra mim"... Estava hoje, especialmente, me sentindo chateada, injustiçada por isso... mas a música e a poesia me deram a dádiva de sentir e dividir as dores do mundo, com o mundo, de compartilhar o que não é só meu... mas do humano e universal. As músicas, as poesias e as melodias fizeram não me sentir tão solitária e me fizeram sentir compreeendida e completa... composta dos mais puros e conflitantes sentimentos...

Conspiração Internacional
Composição: Leoni

"Todo mundo sabe de alguma coisa que eu não sei
De um filme que eu não vi, de um aula que eu faltei
Por mais que eu tente eu nunca chego no horário
Eu perco tudo o que eu ponho no armário
Tudo atrapalha o que eu faço
Mas pros outros parece tão fácil

A fila que eu escolho vai sempre andar mais devagar
E o troco acaba bem na hora em que eu vou pagar
Se eu me distraio um único instante
Pode apostar que eu perco o mais importante
Tudo atrapalha o que eu faço
Mas pros outros parece tão fácil

Os vizinhos devem rir por trás do jornal
E eu desconfio de um complô
O maior que já se armou
Uma conspiração internacional

Todo mundo acha que o Rio de Janeiro
Não é bonito como foi no passado
Será verdade
Será que eu devo acreditar
Quando eles dizem que eu cheguei atrasado
Nunca foi nada perfeito
Mas até que eu gosto assim desse jeito."

"...os outros são os outros..."



Essa música é super ilustrativa
para as minhas histórias de vida...amorosa.
Afinal, sempre fui uma mulher
de longos relacionamentos...
e sempre tive a idéia..
ou intenção, ao menos,
de acertar nas escolhas...
(iiixiii... rsrsrs...)

Nem tudo deu certo mas...
"...eu sei bem mais do que antes..."

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Selinho Show!!!

As regras e passo a passo:

PRIMEIRO PASSO
- Publicar o selinho e indicar quem o repassou!
Quem repassou foi a Helinha, uma "mocinha".. amiga apaixonante que eu considero um "achado" na minha vida e neste "mundo blogueiro"...

A primeiríssima indicada é ela, a Helinha, que já é conhecedora da admiração que tenho por ela e pela profundidade e sentimento de tudo que ela publica no "Essencial"...
http://helinhaessencial.blogspot.com

SEGUNDO PASSO
- Perguntas e Respostas:
1. Você é casada? Não mais!
2. Tem quantos filhos? Não, ainda!
3. Fuma? Não.
4. Bebe? sempre que posso... hehe...
5. Tem compulsão por algum tipo de comida? as da mamãe! ;)
6. Prefere frio ou calor? Frio, sem pensar duas vezes.
7. Prefere doce ou salgado? No geral salgado... mas há mopmentos que pedem um docinho!
8. Qual sua profissão? "pau-pra-toda-obra"
9. Último filme que você viu? cinema há tempos que nem lembro. Já na tv assisto muitos... recentes terapia do amor, muito bem acompanhada e beijos que matam (não lembro a ordem!)
10. Qual foi o dia mais feliz da sua vida? Quando os médicos me asseguraram a recuperação da saúde do meu pai e pude então retornar com ele para os braços da minha mãe!

TERCEIRO PASSO
- Indicar 05 blogueiras para receber o selo e avisá-las.
Ixiii.. e o que eu faço com os meus blogueiros amados???
:(

1. Izabel, minha amiga de outras e outras vidas e vidas...
http://memoriasdevidaspassadas.blogspot.com
http://viajantesnalinhadotempo.blogspot.com


2. Magdala, que embora não saiba tem sido com frequencia
norteadora nas minhas introspectividades e meditações.
http://femininoessencial.blogspot.com

3. Monica, jovial, talentosa e admirável!!!
http://desafio-diario.blogspot.com/2009/07/21-guns.html
http://mywords-myworld.blogspot.com

4. Ariane, e seu "fiel escudeiro" Gutt...
Se bem que esse blog não tem dona, nem dono!!!
é uma cooperativa de dois amores..
É emocionante a união de idéias de vocês
http://bloggalemdoqueseve.blogspot.com/

5. continuo a "não saber o nome"... mas de blog "liiindooo"
"alívio imediato", ou melhor, "A coisa mais importante
que você pode aprender é só amar e ser amado em troca"
http://queanoitetraga.blogspot.com

Minha admiração, carinho e...
Bjinhos no coração de todas/os!!!

Ler Devia Ser Proibido!!!

Bati o olho nesse vídeo e lembrei dos meus queridíssimos
amigos... dos extremos desse mundo "Brasilis"...

Dedico a eles: Caju (Carlos Jr.) e George...
pela inteligência crítica, de ambos,
e pela nossa amizade confiante!!!!!

\o/

bjos nos "pequenos-grandes" corações...

"...e um vento forte se erguerá arrastando o que houver no chão..."

Pérola do George

"...quando sorria desvendava
em vez de dentes
uma coleção de pérolas..."
(George Filgueira)

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Será Que Basta?

"...A espantosa realidade das coisas
é a minha descoberta de todos os dias.
Cada coisa é o que é,
e é difícil explicar a alguém
o quanto isso me alegra,
e quanto isso me basta..."
(Fernando Pessoa)

Prudência... "olhar em frente" e para cima!!!



"É sempre prudente
olhar em frente,
mas é difícil olhar
para mais longe
do que pode ver-se."
(W. Churchill)

Essa Moça Tá Diferente - Chico Buarque


Essa Moça Tá Diferente
Composição: Chico Buarque

Essa moça tá diferente
Já não me conhece mais
Está pra lá de pra frente
Está me passando pra trás
Essa moça tá decidida
A se supermodernizar
Ela só samba escondida
Que é pra ninguém reparar
Eu cultivo rosas e rimas
Achando que é muito bom
Ela me olha de cima
E vai desinventar o som
Faço-lhe um concerto de flauta
E não lhe desperto emoção
Ela quer ver o astronauta
Descer na televisão
Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ela me desfaz
Mas o que é que tem
Que ela só me guarda despeito
Que ela só me guarda desdém
Mas o tempo vai
Mas o tempo vem
Ela me desfaz
Mas o que é que tem
Se do lado esquerdo do peito
No fundo, ela ainda me quer bem
Essa moça tá diferente
Essa moça é a tal da janela
Que eu me cansei de cantar
E agora está só na dela
Botando só pra quebrar
Mas o tempo vai...

Charles Chaplin

ctrl c+v... de perfil (orkut) de "new friend"... bbd...
versos muito marcantes.

"Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doloridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz. "

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Tipos de Orgasmos

Qual você prefere???...
Eu morro.. e não vejo tudo...
in-crível...[risos]

*Asmática(o): - Uhhh... uhhh... uhhh...
*Geográfica(o): - Aqui, aqui, aqui, aqui...
*Matemática(o): - Mais, mais, mais, mais...
*Religiosa(o): - Ai meu Deus, ai meu Deus...
*Suicida: - Eu vou morrer, eu vou morrer...
*Homicida: - Se você parar agora, eu te maaaaaatooo!!!!
*Sorveteira(o): - Ai Kibon, ai Kibon, ai Kibon...
*Torcedor(a): - Vai... Vai... Vai...
*Tipo "Rubens Barrichelo": - Não pára! Não pára ! Não pára !
*Margarina: - Que delícia, que delícia...
*Negativa(o): - Não... não... não...
*Positiva(o): - Sim... Sim... Sim...
*Pornográfica(o): - PQP... vai FDP...Ai que t*** do c****!
*Serpente Indiana: - Ssssss... Ssssss....
*Professor(a): - Sim... isso... por ai... agora... isso...
*Sensitiva(o): - Tô sentindo... tô sentindo...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

everything's.... everything's...

tatoo by bbd

"Estética do Frio"

"...Rio Grande do Sul, capital Porto Alegre, extremo sul do Brasil, fronteira com Uruguai e Argentina, região de clima temperado desse imenso país mundialmente conhecido como tropical.
A área territorial do Rio Grande do Sul equivale, aproximadamente, à da Itália. Sua gente, os rio-grandenses, também conhecidos como gaúchos, aparentam sentir-se os mais diferentes em um país feito de diferenças. Isso deve-se, em grande parte, à sua condição de habitantes de uma importante zona de fronteira, com características únicas, a qual formaram e pela qual foram formados (o estado possui duas fronteiras com países estrangeiros de língua espanhola); à forte presença do imigrante europeu, principalmente italiano e alemão, nesse processo de formação; ao clima de estações bem definidas e ao seu passado de guerras e revoluções, como os embates durante três séculos entre os impérios coloniais de Portugal e Espanha por aquilo que é hoje nosso território e a chamada Revolução Farroupilha (1835–1845)...
Em Copacabana, num dia muito quente do mês de junho (justamente quando começa o inverno no Brasil), eu tomava meu chimarrão e assistia, em um jornal na televisão, à transmissão de cenas de um carnaval fora de época, no Nordeste, região em que faz calor o ano inteiro (o carnaval brasileiro é uma festa de rua que acontece em todo o país durante o verão). As imagens mostravam um caminhão de som que reunia à sua volta milhares de pessoas seminuas a dançar, cantar e suar sob sol forte. O âncora do jornal, falando para todo o país de um estúdio localizado ali no Rio de Janeiro, descrevia a cena com um tom de absoluta normalidade, como se fosse natural que aquilo acontecesse em junho, como se o fato fizesse parte do dia-a-dia de todo brasileiro. Embora eu estivesse igualmente seminu e suando por causa do calor, não podia me imaginar atrás daquele caminhão como aquela gente, não me sentia motivado pelo espírito daquela festa.
A seguir, o mesmo telejornal mostrou a chegada do frio no Sul, antecipando um inverno rigoroso. Vi o Rio Grande do Sul: campos cobertos de geada na luz branca da manhã, crianças escrevendo com o dedo no gelo depositado nos vidros dos carros, homens de poncho (um grosso agasalho de lã) andando de bicicleta, águas congeladas, a expectativa de neve na serra, um chimarrão fumegando tal qual o meu. Seminu e suando, reconheci imediatamente o lugar como meu, e desejei estar não em Copacabana, mas num avião rumo a Porto Alegre. O âncora, por sua vez, adotara um tom de quase incredulidade, descrevendo aquelas imagens do frio como se retratassem outro país (chegou a defini-las como de “clima europeu”).
Aquilo tudo causou em mim um forte estranhamento. Eu me senti isolado, distante...me sentia um estranho, um estrangeiro em meu próprio território nacional...
É difícil que as regiões se conheçam bem em um país tão grande como o Brasil. Acabam sempre lançando mão de estereótipos e fixando uma imagem imprecisa umas das outras. A mídia nacional, situada no centro geográfico, enfrenta a mesma dificuldade e, ao tentar dar conta da diversidade, adota os estereótipos regionais, o que termina por reforçá-los. Neste processo, distorções muitas vezes se estabelecem como definições de cores locais.
A palavra gaúcho é, hoje em dia, um gentílico que designa os habitantes do Rio Grande do Sul, e o estereótipo do gaúcho é um dos mais difundidos nacionalmente, se não o mais difundido...um tipo...às voltas com o cavalo, o churrasco e o chimarrão...
É um tipo comum aos vizinhos Uruguai e Argentina, com a diferença de que nesses países gaucho (gaúcho) é simplesmente o homem do campo, nunca um gentílico que designe os habitantes dos centros urbanos. É significativo que, no variado leque de tipos regionais brasileiros, esse mesmo gaúcho tenha se estabelecido como marca de representação de todos os rio-grandenses, justamente ele, que nos vincula aos países vizinhos, que nos “estrangeiriza”...
Apesar de toda a diversidade, eu via no Brasil tropical (generalizo assim para me referir ao Brasil excetuando sua porção subtropical, a Região Sul) linguagens, gostos e comportamentos comuns como sua face mais visível. Sua arte, sua expressão popular trazia sempre como pano de fundo o apelo irresistível da rua, onde o múltiplo, o variado, a mistura que a rua evoca ganhavam forma, sendo a música e o ritmo invariavelmente um convite à festa, à dança e à alegria de uma gente expansiva e agregadora. Havia, de fato, uma estética que se adequava perfeitamente ao clichê do Brasil tropical. E se não se poderia afirmar que ela unificava os brasileiros, uma coisa era certa: nós, do extremo sul, éramos os que menos contribuíam para que ela fosse o que era. O que correspondia tão bem à idéia corrente de brasilidade, falava de nós, mas dizia muito pouco, nunca o fundamental a nosso respeito. Ficava claro porque nos sentíamos os mais diferentes em um país feito de diferenças.
Se minha identidade, de repente, era uma incerteza, por outro lado, ao presenciar as imagens do frio serem transmitidas como algo verdadeiramente estranho àquele contexto tropical (atenção: o telejornal era transmitido para todo o país) uma obviedade se impunha como certeza significativa: o frio é um grande diferencial entre nós e os “brasileiros”. E o tamanho da diferença que ele representa vai além do fato de que em nenhum lugar do Brasil sente-se tanto frio como no Sul. Por ser emblema de um clima de estações bem definidas – e de nossas próprias, íntimas estações; por determinar nossa cultura, nossos hábitos, ou movimentar nossa economia; por estar identificado com a nossa paisagem; por ambientar tanto o gaúcho existência-quase-romanesca, como também o rio-grandense e tudo o que não lhe é estranho; por isso tudo é que o frio, independente de não ser exclusivamente nosso, nos distingue das outras regiões do Brasil. O frio, fenômeno natural sempre presente na pauta da mídia nacional e, ao mesmo tempo, metáfora capaz de falar de nós de forma abrangente e definidora, simboliza o Rio Grande do Sul e é simbolizado por ele.
Precisamos de uma estética do frio, pensei. Havia uma estética que parecia mesmo unificar os brasileiros, uma estética para a qual nós, do extremo sul, contribuíamos minimamente; havia uma idéia corrente de brasilidade que dizia muito pouco, nunca o fundamental de nós. Sentíamo-nos os mais diferentes em um país feito de diferenças. Mas como éramos? De que forma nos expressávamos mais completa e verdadeiramente? O escritor argentino Jorge Luís Borges...escreveu: 'a arte deve ser como um espelho que nos revela a própria face. Apesar de nossas contrapartidas frias, ainda não fôramos capazes de engendrar uma estética do frio que revelasse a nossa própria face'."
(A Estética do Frio, Vitor Ramil - Trechos)

domingo, 2 de agosto de 2009

Desassossego... de Pessoa...

"Escrevo, triste, no meu quarto quieto, sozinho como sempre tenho sido, sozinho como sempre serei. E penso se a minha voz, aparentemente tão pouca coisa, não encarna a substância de milhares de vozes, a fome de dizerem-se de milhares de vidas, a paciência de milhões de almas submissas como a minha ao destino quotidiano, ao sonho inútil, à esperança sem vestígios. Nestes momentos meu coração pulsa mais alto por minha consciência dele. Vivo mais porque vivo maior."
"Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir. O que confesso não tem importância, pois nada tem importância. Faço paisagens com o que sinto."
"De resto, com que posso contar comigo? Uma acuidade horrível das sensações, e a compreensão profunda de estar sentindo...Uma inteligência aguda para me destruir, e um poder de sonho sôfrego de me entreter...Uma vontade morta e uma reflexão que a embala, como a um filho vivo..."

POEMA da SAUDADE






Em alguma outra vida, devemos ter feito algo muito grave, para sentirmos tanta saudade.
Trancar o dedo numa porta doí.
Bater o queixo no chão doí.
Doí morder a língua, cólica doí, doí torcer o tornozelo.
Doí bater a cabeça na quina da mesa, carie doí, pedras nos rins também doí.
Mas o que mais doí é a saudade.
Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma brincadeira de infância.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade de nós mesmo,o tempo não perdoa.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se Ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.
Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e ele para a trabalho, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar sem vê-lo, e ele sem vê-la, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o Amor de um acaba, ou torna-se menor no outro.
Sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.
Saudade é basicamente não saber.
Não saber se ele continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se ele continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Se aprendeu a entrar na internet, se aprendeu a ter calma no trânsito.
Se continua preferindo cerveja a uísque(e qual a cerveja)
Se continua sorrindo com aqueles olhos apertados, e que sorriso lindo.
Será que ele continua cantando aquelas mesmas musicas tão bem (ao menos eu admirava)?
Será que ele continua fumando e se continua adorando McDonald's?
Será que ele continua não amando os livros, e ela cada vez mais?
E continua não gostando de dar longas caminhadas, e ela não assistindo televisão?
Será que ele continua gostando de filmes de ação, e ela de chorar em comédias.
Será que ela continua lendo os livros que já leu?
Será que ele continua tossindo cada vez que fuma?
Saber é não saber mesmo!!!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais longos, não saber como encontrar
tarefas que lhe cessem o pensamento.
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor
de um silêncio que nada preenche.
Saudade é não querer saber se ele está com outra,e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se ele está mais magro,se ele está mais belo.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama e ainda assim doer.
Saudade é isso que senti(e sinto) enquanto estive escrevendo e o que você (deveria)
provavelmente estar sentido agora depois que acabou de ler.
(autor desconhecido)